Colonialismo
"Por esse motivo os britânicos converteram em prioridade a destruição dos sistemas educativos nativos na Índia e, num ambiente mais lato, oprimiram ou ignoraram as ideias ou alternativas locais. O veredicto de T.B. MaCauley foi o seguinte: "A totalidade do conhecimento e da educação da Índia nem se equipara ao conteúdo de uma única prateleira de uma boa biblioteca europeia."
(...)
Na perspectiva colonial mundial, a diferença significava perigo, atraso e exotismo, e muitas vezes as três coisas juntas. Já em 1904, na cidade de Hamburgo, foram exibidas mulheres de Samoa no jardim zoológico local. em 1917, os EUA governavam de facto o Haiti, e o seu secretário de Estado, William Jennungs Bryan, divertia-se com a ideia de haver "negros a falar francês". Pelo menos ele não teve de "fazer vénias aos negros", como declarou o seu emissário, o coronel Waller. Nunca lhe ocorreu que os fazendeiros haitianos da época produziam algodão com mais êxito do que os do seu próprio país, usando métodos tradicionais."
Michael Edwards, 1999
Futuro Positivo: A Cooperação Internacional no século XXI
Ansel Adams

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