Gustav Klimt
(1862 - 1918)


"Comentário para um auto-retrato que não existe:
Eu sei pintar e sei desenhar. Acredito nisso e os outros dizem que também acreditam.
Mas, não tenho a certeza que isso seja verdade. 

É por isso que é necessário renunciar à ideia de um qualquer auto-retrato cultural ou literário sobre mim.
O que não é nada, aliás, de lamentar. Se alguém quiser saber algo sobre mim como pintor - que é a única coisa que vale a pena ser considerada - esse alguém que observe atentamente as minhas telas e procure descobrir nelas o que eu sou e o que eu quero."

              



Há constantemente nele uma cumplicidade, uma simpatia e uma sensibilidade nas suas analogias com a psique. O Klimt desenhador parece estar sempre a namorar com o seu motivo.

A intimidade com o modelo é muitas vezes tão visível que olhando os desenhos de Klimt, por vezes, temos a impressão de estarmos a ser indiscretos.

A beleza das mulheres, enaltecida pelas cores e douradoras de estetismo, permite a Klimt recriar o esplendor de um paraíso perdido, no qual, o homem, condenado a um desabrochar efémero, pode conhecer, de tempos a tempos, um instante de intensa felicidade, antes de desaparecer por entre o ciclo eterno da natureza. 

(Excertos retirado do livro, que trago com muito carinho: Klimt, de Gilles Néret)

A Esperança II, 1907-08

"(...) a sua obsessão, o seu tema dominante, ficará sempre como sendo o desenvolvimento da própria vida, da qual fazem parte essas alegorias que são a procriação, a gravidez e o nascimento com o mesmo valor que as doenças, o medo de envelhecer e a morte."

As Três Idades da Vida, 1905


"A cada época a sua arte, a cada arte a sua liberdade." 
(Ludwig Hevesi) 






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